WebinterativaBlog Social Media Marketing Luiza está no Canadá. E sua empresa onde está?

Luiza está no Canadá. E sua empresa onde está?

O mundo digital, ancorado na Internet, chega em 2012 à sua maioridade e ocupa uma fatia poderosa do mercado global tradicional, movimentando em 2011 só no Brasil mais de 20 bilhões de reais segundo a 23º edição do relatório “WebShoppers”.

O Marketing Digital, a ciência (se é que podemos classificar como tal) que estabelece relacionamento e interação entre a necessidade dos usuários e os produtos e serviços das empresas, de tão jovem é ainda extremamente carente na formatação de suas técnicas, métodos e processos.

Essa carência de norma e método do Marketing Digital, a ausência de profissionais de fato focados e preparados para comunicação via web, não esfria a ânsia das empresas em participar o quanto antes, e de qualquer forma, nesse fenômeno de comunicação que se tornou a Internet do século 21.

Toda empresa deseja lançar seu viral no YouTube. Todo político sente-se obrigado a interagir no Facebook. Você não tem um site? Não? Está morto! Decretam os novos “especialistas” digitais em comunicação.

Todos querem descobrir a próxima “Luiza que está no Canadá”. Mas é preciso entender que Marketing tem no lucro, na vantagem monetizável, sua finalidade para quem oferta e para quem consome.

Criar um bordão, desenvolver um jingle grudento, um vídeo viral campeão de audiência, pode ser uma estratégia vencedora para um negócio, mas se e somente se, sua empresa tiver o domínio de processos e métodos que a permitam monetizar sua marca. Se e somente se, sua empresa tiver uma estrutura e estratégia de comunicação voltada para atender, com informações, serviços e produtos, a demanda de usuários provenientes do sucesso espontâneo ou não desses fenômenos repentinos de audiência on-line.

As próprias mídias tradicionais, como a TV, o rádio e os impressos, estão perdidos diante da Internet. Sentem-se impelidos a interagir com meios digitais, mas não entendem ou sabem como fazê-lo de forma eficaz e monetizável.

A televisão cria quadros de “Melhores Vídeos do YouTube”, mas engessa esses mesmos quadros em sua rígida grade de horários, quando o fenômeno de vídeos na Internet se dá exatamente porque o usuário é livre na criação de sua própria programação. O rádio retransmite sua programação via Web, mas não investe em meios de interação entre sua programação e um usuário 2.0, cada vez mais acostumado a interagir e participar da constituição dos conteúdos da rede.

Revistas e jornais, aterrorizados com uma viável possibilidade de extinção, replicam na rede o mesmo padrão de conteúdo em formato digital, que é isso na verdade e não a tecnologia o motivo de sua crise diante do leitor. A Internet não precisa mais de um campeão de furos jornalísticos. Usuários comuns do Twitter vencerão essa batalha, anunciando um jogador contratado em primeira mão, fotografando um acidente aéreo ou noticiando uma manifestação por aumento de passagens.

Empresários precisam entender que devem, ao invés de imitar padrões espontâneos da rede, gerar conteúdo relevante. Assinar a criação de conteúdos que gerem para o usuário a certeza e a integridade daquela informação em um ambiente poluído por desinformação.

Interagir com fenômenos culturais de comportamento na Internet como os Memes e Virais são estratégias poderosas, repito: se monetizáveis! Você honestamente lembra que a Construtora Água Azul de João Pessoa é a anunciante do famoso bordão “menos a Luiza que está no Canadá”?

Ou esse anunciante tem uma retaguarda bem desenvolvida no mundo virtual, uma consistente estratégia de Marketing Digital, um site institucional objetivo e atraente, uma Fan Page interativa no Facebook, um canal no YouTube que lidere a veiculação de seus vídeos, um Twitter atualizado, ou verá este fenômeno de comunicação ser explorado por outras marcas e desaparecer tão rápido quanto ganhou notoriedade.